Terapias com Teka Mello


Mais um Texto escrito pelo meu professor Gilson Giombeli, dessa vez sobre a Espinheira Santa, um santo remédio para o aparelho digestório.
Novembro 27, 2008, 3:37 pm
Arquivado em: Dicas de alimentação

Nome científico

: Maytenus ilicifolia

 

Nome popular

: espinheira santa, cancerosa-de-sete-espinhos, cancrosa, contorça, maiteno, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-santa.

 

 

Sin

. Maytenus angustior, Maytenus muelleri, Maytenus hassleri, Maytenus spinifolium

 

 

Família

: Celastraceae

 

 

Parte usada

: folhas

 

Origem

: sul e sudeste do Brasil

 

 

Princípios ativos

: taninos, flavonóides, mucilagens, terpenos (maitensina, maitomprina, maitambutina, e maitolidiana) e sais de ferro, enxofre, sódio e cálcio.

 

 

Ação da espinheira santa:

 

 

Possui uma propriedade tonificante (por reintegração das funções estomacais);

Potente ação anti-úlcera gástrica (tanino);

Cicatrizante de lesão ulcerosa;

Potente ação sobre fermentações gastrintestinais (devido à ação anti-séptica);

Age sobre o fígado (devido às perturbações intestinais);

Acalma as gastralgias (devido ao estímulo e correção das funções).

 

Indicações:

 

 

Tonificante, anti-úlcera, carminativa, cicatrizante, anti-séptica, levemente diurética e laxativa.

 

Espinheira santa e pesquisas:

 

 

1922 – Aluízio Franca (professor da faculdade de Medicina do Paraná) relatou o sucesso obtido no tratamento da úlcera gástrica.

1991 – em estudo farmacológico foi demonstrado a sua potente ação anti-ulcerogênica. Neste estudo foi comparada com a ranitidina e cimetidina. O simples chá foi tanto eficiente quanto as duas principais drogas.

Obs. Nos EUA vem sendo usada como anti-úlcera, para recomposição da flora intestinal e inibição de bactérias patogênicas.

 

Formas de uso:

 

 

É indicado o chá antes das refeições.

O professor Sylvio Panizza, na obra: Plantas que Curam (Cheiro de Mato) de 1998; 3a- edição. Ibrasa, São Paulo. Pág. 280, ensina o preparo da seguinte forma:

1 colher (sobremesa) de folhas picadas, para uma xícara (chá) de água fervente, antes das refeições.

Cuidados/contra-indicações:

 

 

Não usar na gravidez, lactação e pessoas com hipersensibilidade.

 

Tempo de administração

:

 

o tempo que se fizer necessário

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BERTOLUCCI, S. K. V.; CAPPELLE E. R.; PINHEIRO R. C., Manipulação de Fitoterápicos; Lavras: UFLA/FAEPE, 2001.

DRECHER, L. Herbanário da Terra – Plantas e Receitas. Ed. Arpa, Laranja Da Terra – ES. p. 64; 2001

LORENZI, H.: Árvores Brasileiras – Manual de Identificação e Cultivo de Plantas e Árvores Nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, Vol I – 4ª. edição. p. 131. 2002

LORENZI, H.; Matos, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil – Nativas e Exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, p. 220- 221; 2002

 

 

Bom a dica está dada, mas sempre consulte seu médico antes. Afinal ele está mais bem preparado para saber exatamente o que vc precisa e assim adaptar com tratamentos naturais.

Luz e paz sempre….magic kisses….namaste

 

ESPINHEIRA SANTA

 



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